Uma carta para ti, da Diana

Bom dia,

Cresci a acreditar que o amor era a coisa mais importante do mundo. Mas com o tempo percebi que nem sempre o amor vem da forma como esperamos. Muitas vezes, esperamo-lo dos outros, quando, na verdade, temos primeiro de encontrá-lo dentro de nós.

Ser princesa parecia um conto de fadas, mas a realidade é sempre mais complexa do que as histórias. Um título não nos protege da tristeza, nem nos dá respostas sobre quem somos. Durante muito tempo, tentei corresponder às expectativas, desempenhar o papel que o mundo esperava de mim. Mas o coração pede mais do que perfeição — pede verdade.

Aprendi que viver sob o olhar de todos não significa ser vista de verdade. Podemos estar cercadas de gente e, mesmo assim, sentir uma solidão imensa. Mas também aprendi que não é o lugar onde estamos que define quem somos, e que nenhuma coroa é mais valiosa do que a liberdade de sermos autênticas.

Acreditei sempre na bondade, no poder de um gesto simples. E percebi que, quando estendemos a mão a alguém, também nos curamos um pouco. O amor que damos é o amor que nos preenche.

Por isso, se alguma vez sentires que o mundo espera demais de ti, mas vê de menos quem realmente és, lembra-te: tu és mais do que os papéis que te atribuem, mais do que as aparências, mais do que qualquer expectativa que coloquem sobre ti. És a tua própria história, e só tu podes escrevê-la da maneira certa.

Com carinho,
Diana

E, claro, esta carta é uma criação fictícia dentro do universo dos “rebuliços”. Embora as palavras e os sentimentos aqui expressos possam refletir a essência da Princesa Diana, ela nunca escreveu esta carta.

 

Bons rebuliços,

Molly